A diretoria da SBEO, refletindo sobre o tema deste Forum, traz alguns pontos para compartilhar com todos:
Em primeiro lugar, queremos saudar a sinalização de diálogo com a representação de área da CAPES e reconhecemos que há iniciativa de incorporar alguns pontos de vista da comunidade, mas acreditamos que este processo pode ser aprimorado.
Ressaltamos que estes pontos não foram debatidos com a base mas, iremos abrir um espaço virtual para manifestações, no site e, se for de interesse dos associados, elaborar um documento sobre o tema.
Os pontos que trazemos se referem em primeiro lugar à representação:
Questionamento sobre o risco de burocratização da representação da área, sob pressão dos interesses das agências;
Neste sentido, acreditamos que a ampliação de processos consultivos possam contribuir para o fortalecimento do caráter de representação
Do mesmo modo, a explicitação de critérios para seleção de membros do Comitê de avaliação dos periódicos e outros semelhantes pode aproximar a representação da base de pesquisadores, por considerarmos imprescindível maior transparência nos processos que envolvem os interesses dos pesquisadores, sejam avaliativos, propositivos ou consultivos.
Quanto à avaliação da PG
Reconhecemos a importância dos processos avaliativos para a consolidação e qualificação da PG brasileira. Entretanto, consideramos que o viés exclusivamente quantitativo e centrado unicamente na produção bibliográfica é parcial e não representa o esforço dos professores-pesquisadores. Há que se considerar as atividades de ensino, pesquisa e extensão, assim como de gestão acadêmica que os professores assumem. Sobremaneira, a atividade de ensino, diretamente vinculada à formação de mestres e doutores, portanto, aos fins da PG, não se reflete nas métricas vigentes.
Em vista disso, propomos que os critérios de avaliação sejam previamente construídos, de forma a permitir o planejamento de Programas e de pesquisadores em relação à sua permanência ou inserção no campo.
Queremos lembrar a necessidade de valorização dos periódicos nacionais, do esforço de seus editores que são parte importante na publicização do conhecimento produzido no País, ampliando a possibilidade de maior número de periódicos nacionais nos extratos superiores, especialmente em A1.
Por fim, defendemos que o processo de internacionalização seja também pautado pela afirmação soberana de agendas de pesquisa de relevância nacional.




